Projeto FE – DO QUE PROTEGER NOSSOS FILHOS?

Projeto FE – DO QUE PROTEGER NOSSOS FILHOS?
27 de outubro de 2020 Escola Cristã Jundiaí

Série:  Perguntas Importantes – parte 1

Fatores sociais levam nossos filhos a ficarem periodicamente sob diferentes pressões ideológicas. Nesse momento da História, estamos sendo bombardeados – por vezes sutilmente e em outros momentos de forma explícita – por duas ideias muito perigosas:  hedonismo e relativismo. 

Hedonismo, de forma simples, é a ideia que defende o prazer como o fundamento da felicidade humana.  A satisfação, para o hedonista, está relacionada à sensação agradável que se percebe depois de uma realização. Com base nessa ideia, propagandas, filmes e todas as formas de comunicação têm elaborado seus produtos de forma a produzir sensações nas crianças. O julgamento do certo e do errado tem deixado de se basear em fundamentos morais para se basear em desejos que se tem. Assim, uma criança desde cedo é ensinada a fazer o que considera legal e a rejeitar o que parece chato. É todo um sistema de estímulo para aquilo que o sistema deseja que as crianças façam. 

Isso tem impedido que nossos filhos sejam preparados para reagirem, de forma assertiva, às dificuldades normais da vida. As crises maiores são ainda mais difíceis para eles lidarem. Suas mentes são preparadas apenas para assimilar mediante prazer. Eles crescem e tornam-se adolescentes que entram facilmente em depressão diante de algum sofrimento. Tornam-se adultos incapazes de enfrentar desafios e produzirem sob pressão. 

Precisamos proteger nossos filhos do hedonismo. O “sim” e o “não” são importantíssimos para essa proteção. Essas duas palavrinhas norteiam a criança para o que devem e não devem ser e fazer. Pais corajosos não têm medo de dizer “sim” quando isso significa uma escolha correta, nem medo de dizer “não” quando isso significa uma escolha errada. 

Mas como agir assim numa sociedade que também está relativizando a verdade? A Pós-Modernidade defende a imoralidade e chama princípios morais de coisas antigas e ultrapassadas. Crianças são liberadas para escolher o que lhes é apresentado, mas não se dá a elas os critérios para essas escolhas. Em nome da liberdade nossos filhos têm se tornado escravos de dúvidas, incertezas e confusões. Mentir é errado? Claro! Mas atualmente a resposta mais comum é: “Depende!”. Como uma criança, de raciocínio simples e objetivo, poderá se tornar um adulto honesto se desde cedo a honestidade é relativizada? 

É urgente voltarmos nossas mentes e corações para o que nosso Deus diz. Ele é a fonte de toda verdade. O caráter d’Ele expresso e visível em Jesus Cristo e nas Escrituras Sagradas precisa ser o fundamento e o alvo de cada família. 

Uma vez tentaram impedir que crianças se aproximassem de Jesus. Ele disse: “Deixem as crianças virem a mim!”. Acredito que muitos de nós têm impedido que as crianças cheguem diante do único que pode dar estabilidade a elas. Jesus ordenou que deixassem as crianças irem até ele para que pudessem ser tocadas por suas mãos. Muitos pais consideram que brincar, brigar, namorar, ficar horas e horas diante de vídeos e séries carregados de coisas feias é normal para uma criança. Para esses, o que não é para criança é o conhecer a Deus e decidir segui-lo. 

Enquanto Jesus espera com suas mãos puras e cheias de amor para tocar em nossos filhos, nós os entregamos a mãos maliciosas e traiçoeiras que querem transformá-los em massa de manobra. Temos que tomar uma atitude! Precisamos deixar nossos filhos conhecerem a identidade que Deus deu a eles antes que distorçam os mais básicos fundamentos dessa identidade, que estão alojados em suas consciências. 

Quero convidar os pais e as mães corajosos a acompanharem seus filhos desde bebês. A privá-los do que é ruim, mas não os privarem de Cristo. Fale de Jesus, conte sobre a vida dele. Mostra como ele agia e reagia às diferentes situações. Ensine o que ele ensinou. Faça de Jesus o modelo para suas escolhas e ensine o mesmo a seus filhos. Mostre o quanto Jesus foi corajoso ao enfrentar e vencer as dificuldades pelas quais passou. Lembre-se que até ele aprendeu a obediência pelo que sofreu (Hebreus 5.8).  Não deixe seus filhos entregues a uma sociedade confusa que aborrece tudo o que Deus chama de bom. Ajude-os a trilharem o caminho da verdade, liberdade e paz interior, que somente Jesus pode oferecer.

 

Tony Felicio

Conselheiro Escolar

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Escola Cristã Jundiaí