Quando os livros foram à guerra (Molly Guptill Manning, Editora Casa da Palavra – 272 pgs)

Quando os livros foram à guerra (Molly Guptill Manning, Editora Casa da Palavra – 272 pgs)
6 de setembro de 2019 Escola Cristã Jundiaí

 Beatriz Greinacher

Molly narra a importância dos livros para os soldados durante as guerras, a autora conta algumas histórias sobre como os livros ajudaram os soldados a superar as situações de perigo, stress e tédio.

O livro retrocede a história explicando como Hitler ao chegar ao poder e tentar criar uma identidade alemã “pura”, incitou alunos de escolas e universidades a queimarem todos os livros escritos por não arianos, principalmente judeus e negros, e que tratavam de questões consideradas subversivas. Até mesmo autores alemães como Tomas Mann e Heinrich Mann tiveram seus livros queimados.

O livro apresenta a estimativa de que algo em torno de 100 milhões de livros foram queimados nas fogueiras nazistas. A autora diz que muito mais do que uma guerra nas trincheiras, foi estabelecido, também, uma guerra cultural.

Molly conta de maneira dinâmica que quando os soldados americanos começaram a ser recrutados, o nível de investimento dos Estados Unidos não era o suficiente para treiná-los adequadamente. Além do tédio constante nos centros de treinamento isolados.

O governo americano organizou a maior campanha de arrecadação de livros, a Victory Book Campaign. A solução resolveu dois problemas: a moral dos soldados precisava ser trabalhada e as bibliotecas do Exército estavam em péssimo estado.

Em um ano, 10 milhões de livros foram arrecadados para as forças armadas. Mas não foi o suficiente e, assim, diversas editoras se uniram para criar a Armed Services Edition.

Outro assunto muito interessante abordado pela autora foi a forma como ocorreu a “transição” de livros de capa dura para livros brochura. No decorrer do livro, é possível encontrar citações emocionantes e sensíveis.

 

Comentário: Adorei o livro, a autora narra de maneira dinâmica e prazerosa dados históricos. Não sabia dessa parte da história, nem do esforço para explicar aos soldados os motivos da guerra.

 

Escola Cristã Jundiaí